"inspirado por Mike Flanagan" - por Vinícius Moraes (Filósofo e grande amigo!)


 “- O que acontece quando morremos? - Falando por mim mesma? - Por você mesma. - Eu mesma. Esse é o problema. É esse a base de todos os problemas. Essa ideia, “nós mesmos”. Não é essa a ideia. Não é essa a resposta. Não é. Como fui esquecer isso? Quando esqueci? O corpo morre célula por célula. Mas os neurônios continuam em atividade. Pequenos relâmpagos, como fogos de artifício, achei que ficaria desesperada ou com medo, mas não sinto nada disso. Estou ocupada demais. Estou ocupada demais neste momento. Me lembrando. E claro. Eu lembro que cada átomo do meu corpo foi criado em uma estrela. Essa matéria, este corpo, é basicamente espaço vazio. E a matéria sólida? É apenas energia vibrando bem devagar, e não há um “eu”. Nunca houve. Os elétrons do meu corpo dançam e se misturam com os elétrons do chão embaixo de mim e do ar que já não respiro. E eu lembro que não existe um ponto onde tudo isso acaba e eu começo. Eu lembro que sou energia. Não memória. Não um “eu”. Meu nome, personalidade e escolhas vieram depois de mim. Eu existia antes deles e existirei depois, tudo o mais são imagens que recolhi pelo caminho. Sonhos fugazes impressos no tecido do meu cérebro moribundo. Eu sou a eletricidade correndo por ele. Sou a energia ativando os neurônios, e estou voltando. Só de lembrar, estou voltando pra casa. Como uma gota d’água voltando pro oceano, do qual sempre fiz parte. Todas as coisas… uma parte. Todos nós… uma parte. Você, eu, minha menina, minha mãe e meu pai, todos que já viveram, cada planta, animal, átomo, cada estrela, cada galáxia, tudo. Há mais galáxias no Universo do que grãos de areia na praia. É disso que falamos quando dizemos “Deus”. O único. O cosmos e seus sonhos infinitos. Somos o cosmos sonhando consigo mesmo. O que acho ser minha vida é simplesmente um sonho, toda vez. Mas me esquecerei disso. Sempre esqueço. Sempre esqueço meus sonhos. Mas nesta fração de segundo, no momento em que eu lembro, no instante em que eu lembro, compreendo tudo de uma vez. Não existe tempo. Não existe morte. A vida é um sonho. É um desejo. Feito repetidamente por toda a eternidade. E eu sou tudo isso. Sou tudo o que há. Sou o todo. Sou o que sou.”

The PsychoCine Project - "The Hungry Ghost's Drive"



The PsychoCine Project - "The Hungry Ghost's Drive" 

The PsychoCine Project - "A Touch Of Cosmicness" (lyrics video)


 


https://www.youtube.com/watch?v=_2NhuzPNK88


Music by Rodrigo Coura, Eduardo Rosseti and Octávio Brandão Editing/Mix/Master by Rodrigo Coura, Eduardo Rosseti Lyrics and voice by Octávio Brandão Video Editing by Octávio Brandão (Freepik, Pexel, Runway, Stock video) www.thepsychocineproject.com This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.

The PsychoCine Project




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High on weed

 


Uma das mais importantes características do universo é a sincronia, afinal somos uma multiplicidade de eventos, espaços e leis concatenadas que convergem para o ser no exato momento. Somos eternos recém-nascidos do agora.


O Consciente

 A maconha me deixa consciente, sim! Só que das coisas que a pessoa careta não está geralmente.

Colar

 Quem organiza o caos?

A centelha no vácuo,

Substância potencial...

Quem permanece por trás 

                                  dos olhos 

Quando todos se fecham.

como em colar de pérolas, conectados 

estamos

E o fio que nos conecta é divino.