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Primeira parte É! As coisas haviam ficado pretas pra mim! Foram dois os que me atacaram. O primeiro soco perfurou minha bochecha, enfiando barba suja através dela, na gengiva onde meu primeiro molar superior direito deveria estar. O dente deslizou como se fosse um drope sabor sangue e soco-inglês pela língua amargada. Quando o efeito de estática de rádio mal-sintonizado passou eu ainda estava de olhos abertos e já podia distinguir a aparência dos dois vultos de calça camuflada, coturnos e suspensórios. - Filho-da-puta, vagabundo! - Quer um trocado pra encher a cara? - careta de escárnio. As palavras saíam com tanta naturalidade que por quase um segundo achei que aquilo era tão normal quanto varrer a calçada na frente de casa. A noite persistia apesar dos bem-te-vis. Eu estava travado de medo! As endorfinas surtiam seu efeito analgésico, porém, já começavam a ser superadas pela alta quantidade de ACTH* e cortisol* junto com adrenalina em meu sangue, obrigando-me...
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